quinta-feira, 19 de março de 2009

Amigos (2)

Eu havia escrito aqui antes que não tinha reparo nenhum a a fazer no post inaugural do blog, feito pelo amigo Ben Hur, mas andei pensando e tem que ser feito sim, mesmo com toda a qualidade do texto feito por ele, faltou algo, e se tratando de amigos faltou falar do meu grande amigo na qual divido essa página e a ideia de escrever aqui neste espaço.

Primeiro de tudo a trajetória que passamos pra nos tornamos amigos como somos hoje não há reparos a se fazer, a descrição dele é perfeita, realmente a influência geográfica e a localização que nos encontrávamos em sala de aula no inicio dessa jornada dificultou nossa aproximação, que se deu apenas depois de um certo tempo, na verdade naquela época não fazia parte de nenhuma "facção", era uma carreira solo que eu tinha digamos assim, talvez por ser assim meio "voo solo" que mais adiante eu tenha me identificado no lado dos "out siders". Vou me apropriar de uma fala do amigo Ben Hur que diz que não entrou na faculdade para fazer amigos, eu também, e até achei que não faria, isso mudou de figura na medida que o tempo foi passando e pude observar as pessoas, vi que um punhado de pessoas com suas diferentes características tinham algo de diferente que fizeram eu reconsiderar minha perspectiva inicial. Logo assim com o tempo fui me aproximando do Lucas, Ben Hur, Gui, Lucão, Rafael, Fabíola, Camila e comigo praticamente trouxe de arrasto o Marcão (não necessariamente nessa mesma ordem). Do Ben Hur há algum tempo posso me considerar amigo dele, e tenho ele como um mestre, as vezes o chamo assim, e realmente parando pra refletir esse cara é um mestre, digo mesmo com o pouco que conheço da história de vida desse cara, é um vencedor, batalhador, leal, sábio e esperto, um cara de grande caráter, companheiro afu e um sujeito pra lá de gente fina, ele é um mestre da vida. Hoje tenho a intimidade de chegar do nada e almoçar na casa do cara, e ao sair dali admira-lo ainda mais pela família que tem e na qual tenho muito carinho a todos, inclusive o mal encarado do Joca, é um amigo além do mundo acadêmico, parceiro pra tomar uma cerveja, falar do colorado, ir no Gigante da Beira-Rio, fazer o que for preciso pra te dar força e pra criticar quando deve, é disso que uma amizade sólida e verdadeira se constrói, e acredito que esses ingredientes todos descritos acima e durante esse texto culmine na chance de compartilharmos ideias nesse blog e de (se tudo der certo) fazer uma baita festa de formatura no começo de 2010.
Para não perder o gancho e incluir tudo numa só postagem, aproveitarei agora para falar de outra pessoa importante nesses quase 2 anos e meio de graduação, o Ben Hur já falou praticemente tudo sobre esse cara, gostaria de falar um pouco de Éder Silveira, figuraça e gente boa da melhor qualidade, como falou o Ben Hur infelizmente gremista, (mas como muito é dito por aí o que seria dos colorados, se não fossem os gremistas e vice-versa) mesmo com esse horrível defeito, gostaria de expor alguns aspectos que acho importante em relação a esse "exemplar", como escrevi mais acima imaginei que não faria grandes amizades na faculdade e confesso que achei que era mais difícil ainda fazer amizade com um professor, isso de certa forma se confirmou, escrevo isso pelo seguinte, a diferença que vejo no Éder é que, em uma conversa qualquer "de corredor" ele não se coloca como professor ou um "ser superior", fala comigo de igual pra igual e a partir disso cria-se um vínculo de amizade que vai além do mundo acadêmico e além da relação "professor x aluno", sinto que tenho a liberdade de falar com ele sobre tudo e com a sensação de estar realmente falando com um amigo e não com meu professor, tenho todo o respeito pela sua postura de professor na qual posso afirmar que exerce com maestria, saio de suas aulas ,muitas vezes pesadas, com a certeza de que aprendi "algo", e o melhor de tudo isso é que mais a frente percebo, quando nos deparamos em outras discussões, é notorio e aí sei o que aprendi naquele "algo" e com quem aprendi, ontem foi um dia incrível, conversamos sobre ideias de um artigo e tive valiosos aconselhamentos e orientações, e a sensação que fiquei ao sair da biblioteca era de que eu dessa vez vejo que tenho condições de fazer algo diferente de tudo que já fiz, algo realmente bom, ao trocar uma ideia com o Éder ontem, fez eu ter certeza de que mais do que nunca eu quero ser e posso ser um historiador.
Precisava escrever sobre isso, pode se tornar repetitivo, ou seja lá o que os possíveis leitores achem, mas não podia deixar de incluir o Ben Hur entre os "AMIGOS" que ele postou no primeiro dia, e de expor o que acho sobre o Éder Silveira.

Vou tomar a liberdade de falar algo aqui e incluir o Ben Hur e acho (espero)que ele vai concordar comigo, o professor Édison Cruxen falou ao discutir o texto da aula de ontem, que no estágio que estamos da graduação, nós temos que andar na vida acadêmica no ombro dos grandes, e todos concordamos. Hoje vejo que andamos no ombro de um baixinho, mas que sem dúvida é dos grandes.

2 comentários:

  1. Em primeiro lugar muito obrigado pelas tuas palavras,muito embora tenha certeza que exagerou,pois a minha construção como pessoa nestes ultimos anos passa diretamente linkada a companhia do amigo e ratifico o que penso além do pontencial intelectual és um cara admiravel em todos os sentidos, valente, leal e acima de tudo de uma integridade acima da média. Quanto ao outro pequeno esse realmente é fodão, estamos sim nós ombros desse pequeno grande homem, acho mais estamos sendo guindados por ele a descobrir o nosso verdadeiro potencial,pois o Éder não é so um mestre no que diz respeito aos conhecimentos,é um sábio que guia seus discipulos através do caminho do saber. Tenho por ele uma verdadeira admiração sobre tudo pela forma ao qual ele nos exige esforço,dedicação e empenho para não cairmos na mediocridade.

    Abração,

    Ben Hur

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  2. Essa fabíola é a Lopes Desidério?

    Tens contato com ela ainda?

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