quarta-feira, 20 de maio de 2009

Relatório (emocional) de estágio

Hoje quarta-feira está marcado por um dia tenso para nós colorados, o importante jogo pela Copa do Brasil e a incógnita que se tornou diante deste duelo, principalmente após a má apresentação vermelha no Maracanã na ultima quarta, mas divido a atenção deste jogo e tudo que o envolve com um fato de ontem e que me "anestesiará" por alguns dias. Terça feira (19), terminei o período de regência do meu estágio curricular, o chamado Estágio Supervisionado II. Até fiz uma postagem em relação a isso no dia 24 de março aqui no blog luxiuoso, falando justamente sobre o que sentia ao retornar a escola, instituição essa que cursei todo meu ensino fundamental, e que agora estava tendo a oportunidade de lecionar na mesma.
A experiência na minha opinião foi maravilhosa, a estrutura física da escola pode até ser acanhada, mas no restante considerei extremamente positiva, a relação que tive com os professores, na receptividade e muito prestativos sempre, a direção da escola e os demais funcionários foram de grande importância dando suporte que precisava, e os alunos foram simplesmente parceiros nessa minha viagem e aventura. Minhas aulas foram algumas vezes exaustivas e faladas, infelizmente precisava ser assim, algumas vezes poderia se tornar chatas, mas a gurizada foi perfeita e aguentou esse cara que de sangue novo na profissão, acaba querendo suprir tudo e as vezes até mais que necessário para dar uma boa aula e se tornar um bom professor, acredito que ganhei a simpatia da gurizada, até porque o relacionamento durante os 20 períodos foram tranquilos e de muita risada. Saio da escola com uma opinião renovada, saio de lá acreditando ainda mais que o Dolores é uma escola diferenciada entre as públicas, isso deve-se aos alunos, professores, gestores e a comunidade que "joga junto" com a escola, fiquei muito feliz de ter feito parte de algum tempo da vida dos alunos da turma 101, tentei extrapolar um pouco do que encontramos nos livros didáticos, tentei ser parceiro e senti que ganhei amigos por lá, aliás, aprendi muito lá. Essa postagem é para agradecimentos, entre eles, agradeço ao professor Mateus, titular da vaga e colorado (diga-se de passagem, a melhor das qualidades que uma pessoa pode ter), que foi incrível em todos os momentos, desde que aceitou que eu estagiasse até o dia que terminei, prestativo, parceiro e bom de papo, como falei para a gurizada da 101, aproveitem o grande professor que tem, suguem esse cara, o professor que estão tendo nem na faculdade as vezes se tem, ainda nos agradecimentos não poderia deixar de citar os meu alunos que foram cúmplices de manhãs, quentes e frias, porém sempre agradáveis. Termino meu estágio com sensação de realização, quando decidi cursar história licenciatura, junto estava a vontade de dar aula ali no Dolores, consegui, e o melhor de tudo é que esse pouco mais de 1 mês foi tão bom quanto os 10 anos que cresci lá.

Obrigado a todos do Dolores.

Postado por: André Bugallo

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Aclamada série de TV: Roma

Venho aqui para dar uma agitada no blog, a ideia da postagem de hoje confesso que não é sobre a area que mais tenho intimidade, entre nós cinco do luxiuoso, o Pedro Maraschin seria o mais indicado para isso, mas serei atrevido e farei uma indicação de série de TV relacionada a história. Há um número incontável de filmes, peças, séries ou qualquer outro instrumento do entretenimento que pode ser relacionado a história e consequentemente ao ensino, tanto no médio ou fundamental.
Começarei essa blogada com a série Rome (ROMA), produzida pela BBC e aqui transmitida pelo canal fechado HBO. A produção foi feita na Itália em parceria entre norte-americanos e ingleses. Não é uma série nova, ela estreou em 2005, teve duas temporadas e se consagrou como a série de TV mais cara da história, na primeira temporada foram gastos 100 milhões de dólares na criação da série e para colocar ela no ar. Um dado que achei interessante e devo falar aqui, é que assistindo os "extras" da primeira temporada, a produção fez questão de gravar na Itália e usar o máximo de Italianos possível, desde figurantes até técnicos, alegando que assim a série se tornaria menos artificial e que seria realizada com o "jeito" particular romano e com muito mais amor, achei bem interessante o ponto de vista da produção, se não tivessem tantos italianos não sei se faria diferença, não sei se esse foi o segredo, só se sabe que deu certo, foi um sucesso avassalador e eu particularmente gostei demais do resultado.
A primeira temporada retrata centralmente Julio César, seu modo de fazer política e as relações de poder daquele período, achei bem ilustrativo a maneira como o senado foi retratado, e nos dá de uma forma geral e bem fiel sobre o contexto romano do período, a série tem sua ramificação "noveleira" ao tratar os soldados Voreno e Pullo é verdade, e no espírito mais profundo de uma novela, há a traição conjugal e pai criando filho que não é dele sem saber, mas parece realmente que essa romantização não desfoca o contexto histórico da crise da republica. A vida social é bem trabalhada também na série, principalmente nos eventos que envolvem a família de Julio César, sua sobrinha e sobrinho-neto Otávio (futuro imperador Agusutus, nessa temporada com uma função bem coadjuvante) fazem na primeira temporada esse papel de expor ao tele-expectador essa vida social e privada desse povo da antiguidade. Lembro que é uma série que abusa de cenas que exaltam a sexualidade e o fervor dos romanos pela "sacanagem", mas é muito util para conseguirmos ver através de outros olhos a Roma Antiga, acho que essa série é um prato cheio para que além de nos distrair na frente de um televisor, possamos enxergar algo com algum contexto ou fundamento histórico,
A segunda temporada sem César é centralizada em Marco Antonio, Cleopatra e Otávio, o enfoque social e político é o mesmo da primeira temporada, apesar de um teor mais "noveleiro". O senado e as disputas de poder continuam, e o que mais me chamou atenção é a forma como foram retratadas os personagens centrais, Otávio é retratado de maneira fria e calculista, o estilo debochado e orientalizado de Marco Antonio se torna extremamente engraçado e Cleopatra é mostrada de maneira apelativa e até insana, diferentemente de como sempre havia sido retratada antes.
Acredito que é um material muito válido para uso didático, pois abre espaço para inserir a abordagem da vida privada, arquitetura, conflitos sociais, guerras, costumes, cultura roamana e além de trabalhar bem os aspectos de sempre, políticos e sociais romanos. Enriquece de maneira que pode ilustrar e tornar vivo o que cansativamente, nós professores de história falamos em frente na sala de aula e o que estão nos livros didáticos, torna lúdico, menos cansativo ao aluno, e contrasta dando uma terceira abordagem ao tema, tendo em vista que passamos a nossa maneira de ver o assunto, cada aluno recebe e processa as informações a sua maneira e o filme vem como uma terceira linha de interpretação, conseguimos sim abrir uma grande discussão e ampliar a curiosidade da gurizada estimulando o interesse pelo tema.
Hoje é encontrado o "box" a venda ou para locação facilmente, vale a pena para quem gosta do assunto, para quem simplesmente curte passar um tempo na frente da TV assistindo um programa de qualidade ou para professores usarem em sala de aula.

Abaixo o trailer da primeira temporada (versão em inglês)


Um bom dia a todos.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Luxiuosos no Samba


Aproveitando a linha das blogadas do Professor Attico e do futuro Professor André Bugallo, venho aqui hoje falar de dois assuntos no qual tenho uma dedicação especial que é o samba e a formação da identidade cultural do brasileiro.
No dia 30/04/09 vesperas da comemoração do dia do trabalhador, após uma noite de discussões em torno da historia no Centro Universitário Metodista, resolvemos eu, o André, o Rafael e as nossas respectivas esposas mais a amiga Camila prestigiar o nosso colega e meu enteado Guilherme em uma roda de samba organizada pelo pessoal da música do Centro Universitário Metodista. Muito a vontade chegamos ao ambiente destinado ao evento onde tomavamos algumas cervejas e refrigerantes, onde muitos músicos com reconhecimento se revezavam nos microfones e instrumentos musicais, nos luxiuosos aguardavamos anciosamente a participação do Gui. Em meio a espera observava o colorido das pessoas que dançavam, brincavam e se divertiam ao som genuinamente brasileiro, impossivel não contemplar uma cena dessas com olhos de antropologo, pensando nessa diversidade etnica e cultural que é o brasileiro. Fico cada vez mais apaixonado pelo sujeito brasileiro quando me deparo em ambientes como este da musica e do futebol onde esquecemos por algumas horas o papo furado de origem etnica e cultural e nos tornamos brasileiros e orgulhosos. Enfim o nosso Guilherme tocou, representou muito bem a história, os luxiuosos e dignificou a minha pesquisa, pois boa parte dela tem inspiração nele, pasmem ele é loiro de olhos verdes, com origem teutô, e se enxerga como brasileiro, ou seja fruto desta msalada etnica e cultural.

Obrigado Gui

Ben Hur

terça-feira, 5 de maio de 2009

Negro e o futebol atual

Ontem ao dar uma passada rotineira no blog do mestre Attico Chassot vi ele abordar um assunto muito interessante, o sucesso do negro como jogador não reflete numa carreira de técnico bem sucedida na maioria das vezes, aliás os comentários deixaram claro raras excessões. Em sua blogada do dia 05 de maio foi deixado como indicação para abordarmos o assunto, já que o mestre levantou a bola, nos resta botar pra dentro do gol, usando uma metáfora futebolística, já que frequentemente o futebol é tema por aqui, essa discussão é de grande importância e fazendo uma rápida pesquisa, sem muita perda de tempo e sem um devido aprofundamento no assunto, é fácil detectar que o negro não consegue penetrar nas mais diversas áreas de comando do futebol atual. Estamos as vésperas do começo de mais um Campeonato Brasileiro de Futebol, essa edição começará no sábado seguinte e se estenderá até o principio de dezembro, tentei fazer um "raio x" dessa 38ª edição da competição, avaliando a posição do negro nas três principais áreas de "chefia" dos 20 clubes envolvidos na competição, essas três áreas de comando são a presidência dos clubes, treinadores e capitães.
Antes de começar a comentar sobre o que propus acima, lembro que o Vasco da Gama, um clube pioneiro na quebra das barreiras racistas no começo do século passado, não faz parte da elite de 2009, já que em 2008 foi rebaixado para série B, mas mesmo esse clube de carater pioneiro no tema, não tem negros no comando atual. Começaremos a falar sobre os capitães das equipes da série A, essa posição dentro de um grupo entorno de 25 atletas é de liderança, é uma posição diferenciada do simples atleta, do artilheiro da equipe ou da estrela, pois essa condição independe do talento do jogador, ela é adquirida através de escolhas que teoricamente partem dos técnicos, é a liderança dentro das 4 linhas, e o jogador que em caso de sucesso do clube (ou seleção) será eternizado por erguer a taça conquistada, um exemplo atual é o de Cafú, na conquista do penta-campeonato da seleção brasileira na copa de 2002, sediada conjuntamente entre Coreia do Sul e Japão, talvez seja o único negro a chegar a tal feito. Voltando ao o que o post realmente se propõe, dos 20 jogadores capitães do campeonato de 2009, apenas 5 deles não são brancos, René (do Barueri), Carlinhos Bala (do Náutico), Fernando (Santo André), Marcelinho Paraíba (Coritiba) e Luiz Alberto (Fluminense). Isso demonstra outro fato, que desses cinco capitães listados acima, o único com verdadeira chance, ou seja chance real, de ser eternizado por uma possível conquista é Luiz Alberto, que atua em um grande clube, claro que todos outros podem conseguir, ainda mais quando falamos de futebol, mas não se torna muito provável.
Abordando o segundo cargo de chefia vem os treinadores, que comandam os vinte e tantos atletas, inclusive o capitão, posição essa, de "total autonomia" sobre o rumo das equipes, o manda-chuva do time. Hoje teriamos apenas 1 técnico negro na série A, destaquei o hoje justamente por ser um cargo frequentemente conturbado, e estabilidade no emprego é algo que não combina com essa profissão, ainda mais amanhã a noite, em que fatalmente, quatro desses técnicos serão desclassificados da Copa do Brasil, e o número pode alcançar a seis, o que possivelmente ocasionará na troca de comandante, antes mesmo do torneio começar, isso é tão normal que o único técnico negro acabou de ser anunciado, Celso Roth (ex Grêmio) foi escolhido como o substituto de Émerson Leão no Atlético Mineiro, se tivesse postado ontem seriam vinte técnicos brancos, é um dado extremamente preocupante esse. Ontem, conversando rapidamente sobre o assunto com os colegas luxiuosos Ben Hur e Rafael, o ultimo técnico negro a ganhar uma grande título talvez tenha sido Walmir Louruz, com o Juventude, aqui de Caxias do Sul, na Copa do Brasil de 1999 (Juventude que eliminou o Inter na semi-final, uma derrota que pôs a prova a fidelidade e paixão de muitos colorados, que vinham de sucessivos anos ruins, e isso não foi o pior de 1999, ainda teve a escpada de rebaixamento nos ultimos minutos do ultimo jogo, tenebrosa década de 90).
Contando técnicos e capitães, somamos o número de 40 profissionais envolvidos em cargos de lideranças, comando e chefia no futebol de elite atual, apenas 6 deles são negros, e o número mais impressionante se dá entre os presidentes, dos 20 clubes, nenhum deles tem como cargo mais alto da hierarquia um negro, impressionante esse dado, mesmo tendo um pouco de conhecimento sobre os técnicos, nunca imaginei algo parecido sobre os presidentes. Como se explica tais dados? Quais as causas para esse panorama? O que motiva a essa realidade?
Com certeza o assunto futebol e etnia, dá uma grande caldo para discussão, como disse Attico Chassot em seu comentário aqui no blog, "Os técnicos de futebol são usualmente brancos e se credita ~~ na construção racista e branca de mundo ~~ aos negros a ‘incapacidade’ de dirigir tecnicamente uma equipe, mesmo que estes possam ser melhores jogadores que os brancos", apenas 10% desses cargos são ocupados por negros, são 6 em 60. Infelizmente a realidade é essa, que isso não se restringe ao futebol, mas nos mais variados esportes, assim como no Brasil, no resto do mundo também é bem parecido, até mesmo na África, em que os técnicos quase sempre são estrangeiros e brancos, confesso que não sei explicar o que exatamente proporciona essa realidade. Deixo uma dica aos interessados no assunto e que não dispõe de tanto tempo para pesquisar, o canal pago Sportv transmitiu em março de 2009, no programa "Sportv Repórter", justamente abordando isso que foi falado nesse post, o papel do negro como "peão", mas sem chegar ao comando, há depoimentos de Tommie Smith e John Carlos, que eternizaram-se na Olimpíada de 1968 ao fazer a saudação "black power" na cerimonia de premiação, e apontam o insucesso devido a uma desunião dos negros e a falta de consciência política dos atletas em geral atualmente. Tentei procurar esse programa na internet e não encontrei, mas sei que reprisa frequentemente, e é um programa que enriquece bastante o entendimento sobre o assunto.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Seriam os luxiuosos filhos de Rui Chapéu?

Como a maioria dos leitores deste blog deve saber, Rui Chapéu é o expoente máximo do Brasil ao falarmos em um assunto: sinuca (ou bilhar), que é a variação brasileira do “snooker” britânico. A partir disso, ficam as perguntas: “O que significa o título desse post de hoje? Será que os luxiuosos são exímios jogadores de sinuca?”. A explicação para essas dúvidas está na apropriação que fizemos do termo snooker.
Se Rui Chapéu é o mestre da sinuca, os luxiuosos são mestres no snooker, mas em uma modalidade diferente de snooker: o snooker acadêmico. Mas que diabos é isso? Snooker acadêmico é nada mais, nada menos, do que encurralar alguém (seja esse alguém um professor ou um colega de turma) através da discussão sobre o tema proposto, argumentando com fundamentação teórica, com bagagem de leitura sobre o assunto e, logicamente, com uma retórica bem preparada. Usamos o termo aportuguesado “esnucar” quando colocamos o alvo em uma situação difícil, onde ele está a um passo de cair na caçapa da mesa. Em outras palavras, é a variante luxiuosa para o tradicional “por em xeque.”
Assim como qualquer jogada específica, a “esnucada” deve ser analisada e bem preparada, analisando o ponto-fraco do alvo e a tendência dele em entrar no jogo ou não. Fique claro que não nos valemos do snooker apenas como forma de diversão: também nos valemos dele quando sentimos que o tema de discussão está sendo grosseiramente desvirtuado ou desviado de seu rumo. Nesses casos, o snooker é utilizado como forma de tornar a aula “mais produtiva” ou, pelo menos, menos desperdiçada.
Há, tristemente, casos em que o snooker não pode ser praticado: quando o alvo se esquiva do jogo - devido a medo, orgulho, “chinelagem” e/ou sentimentos afins - ou quando o alvo não percebe a isca que jogamos, ou seja, quando aceita como verdade qualquer coisa que seja dita, mesmo que essa coisa seja um certo filósofo do século IV.
Também há outro fator que impede a “esnucada”, e este fator deriva dos jogadores, e não dos alvos: a pena. Nós não somos idiotas para gastarmos tempo “esnucando” pessoas desnecessárias, os vulgos “cachorros mortos”, que se “auto-esnucam” ao falarem.
Há alguns jogadores, que não são os luxiuosos, que adoram fazer isso para “aparecer” para professores e colegas, e nós repudiamos essa prática e essas pessoas. Na nossa concepção, só há graça e sentido em “esnucar” quem mereça ser “esnucado”, e esse merecimento é variável de acordo com a situação, ou melhor, com o contexto, já que este termo é preferível por nós, historiadores luxiuosos.
Dessa forma, um amador não consegue exercer a arte do snooker com a mesma classe de um luxiuoso, pois nossa prática e experiência nos colocam em um patamar diferente. Em outras palavras, se fosse um jogo de sinuca de verdade, os demais seriam jogadores de botequim (que algumas vezes jogam muito bem), enquanto os luxiuosos seriam jogadores habilidosos ao ponto de serem considerados, se não o próprio Rui Chapéu, pelo menos filhos dele.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Era das tosqueiras e bizarrices, mas engraçadas.

Hoje a ideia central desse post é falar aqui sobre um assunto que é muito comum quando os luxiuosos se juntam, "perdemos" um bom tempo comentando principalemente os vídeos esquisitos porém engraçados do youtube, a internet é um meio de comunicação diferenciado, pois ali não há a obrigação de ver o que a emissora quer mostrar, ali é um canal aberto para todos os gostos e todas as tribos, e agora com a facilidade de captação dessa informações visuais com celulares e câmeras digitais, aqueles momentos que pensamos "tinha que ter filmado isso" se torna possível, e o pior de tudo é exitem sites para que possa se espalhar tudo isso, portanto cuidado, pois um dia podemos nos tornar sucesso através da internet em momentos bem desagradaveis, vale falar também que a tv está abrindo espaço pra isso de certa forma, essas cenas bizarras podem paracer ridiculas para alguns, mas que rendem muitas risadas em frente ao Americano.
Talvez o foco da graça esteja na tosquice mesmo, esses vídeos sucessos do youtube por exemplo não se destacam por piadas refinadas ou bem articuladas, se tornam sucesso pela falta de senso dos personagens centrais. No dia 21 postei um vídeo hospedado no youtube, a vinheta do "Ronaldo" do programa Pânico na TV, é óbvio que pra quem não assistiu o programa não tem a minima graça, e simples fato de falar "Ronaldo, e brila mutchio nu Curintia" não tem nada demais, mas se reparar o naipe do figura, e o contexto em que essa vinheta é utilizada, não tem como não se flagrar rindo na rua ou falando pra si mesmo "Ronaldo" no ônibus, na fila do banco e até mesmo na aula da professora Thaís. Poderiamos fazer aqui uma lista dos vídeos mais malucos e consequentemente engraçados, o que seria exaustivo demais, e que perderia a graça da busca, e procura, de quem aderir essa prática, pois o fato de chegar uma certa hora, e olhar para o relógio, e ver que já está a uma hora na frente do PC vagando de vídeo em vídeo no youtube faz parte do contexto, só comentarei sobre alguns deles a seguir.
O melhor de assistir esses vídeos é no outro dia chegar 20 minutos antes da aula e ver o pessoal "viajando" com essas pérolas, os comentários sempre perspicazes aumentam ainda mais a graça em cima da desgraça desses "youtube stars". Entre os principais está o nosso amigo bebasso do "truco valendo toba", pode pôr no youtube e procurar, o cara ficou famoso na rede por participar de uma partida de truco, e apostou o toba (se não sabe o que é "toba", assista ao vídeo no youtube), mas o melhor de tudo é que ele não sabia jogar o tal de truco, o vídeo se desenrola com ele contando a sua derrota para o amigo Rambo, e como ele pagou a tal aposta.
A nova sensação, pelo menos entre os luxiuosos, é o "Guardião Universal", esse vídeo é meio longo, mas a bizarrice alcança patamares absurdos, Milton não se conforma com um homem que "quebrou as regras de ouro", e faz justiça como se fosse o exterminador do futuro, oras, usar o filme do atual governador da Califórnia para justificar uma ação "religiosa" está entre os fatos mais bizarros que deve exisitir, mas esse vídeo é legal de observar a postura do nosso guardião, os dialogos, e claro, a briga que termina em marteladas e sobrando até pro assistente do guardião.
Saindo um pouco dos vídeos amadores, a TV está dando espaço para algumas bizarrices, eu particlarmente acho que o programa do Ratinho foi o pioneiro nessa linha, com seus exames de paternidade e pancadarias generalizadas ao vivo, em rede nacional, lembro a todos que depois de um bom tempo afastado da TV, nosso colega segurança do Americano volta as telinhas em maio. Já a jovem Mtv, faz algum tempo que aderiu a linha de comédia baseada em tosquices, teve o programa Piores Clipes do Mundo há alguns anos atrás, que tirava sarro de clipes a cantores, e contemporaneo a ele o Hermes e Renato surgiu, eles chineleiam a TV brasileira até hoje, esses espirituosos comediantantes já tiveram ramificações do programa na própria Mtv, como Tela Class, que traduzia filmes antigos de um modo vulgar e engraçado, e as paródias de novelas como Sinhá Boça, acredito que na TV brasileira o programa Hermes e Renato é disparado o rei desse humor tosco.
Ao contrário do humor clássico brasileiro, que fica por conta de programas como, o ultrapassado A praça é nossa, enlatado Zorra Total e as mesmices de Casseta e Planeta e cia. vem surgindo novos rumos para quem gosta de rir na frente da tela (seja da TV ou PC), o Pânico na TV, apesar de apelativo, e o CQC são prova de que está se dando mais espaço a novo stipos de programas humoristicos. Prefiro um milhão de vezes quando to afim de rir e me distrair, perder meu tempo indo de vídeo em vídeo no youtube, assistindo maluqices do tipo sanduiche-iche, cacete de agulha, as diversas aventuras de Jeremias, Lindomar o Sub-Zero brasileiro do que parar e ligar a TV para assistir o programa do Tom Cavalcanti imitando o João Canabrava a 20 anos. Esse humor tosco além de nos render ótimas risadas, de uma forma ou de outra fazem parte da turma dos luxiuosos, e ajudam a unir essa gurizada que já é meio maluca a ver que há coisas muito piores que imaginamos por aí e que podemos rir delas.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O futebol e a tática


Durante o feriado em meio a um acirrado confronto de futebol no vídeo game, alguns de meus amigos e eu começamos a divagar sobre qual seria o melhor esquema tático a ser implantado no futebol atual. Em meio a tantos sistemas como 4-4-2, 3-5-2, 3-6-1 e até o antigo 4-3-3, não chegamos a nenhum tipo de definição quanto a postura tática ideal de um time de futebol.
Essa discussão me levou, como bom “aspira” de historiador, como diria o professor Éder, a relembrar alguns cenários marcantes com relação a tática em futebol .
Inicialmente, remeto-me a 1986 , mais precisamente a Copa do Mundo no México, onde o técnico da Argentina, Carlos Billardo, utiliza o 3-5-2 pela primeira vez na história do futebol platino e vence o mundial de forma incontestável. Tudo bem , muitos vão dizer que Maradona desequilibrou na maioria dos jogos, marcando gols antológicos na história dos mundiais, como os feitos nas quartas de finais e semifinais contra a Inglaterra e Bélgica, respectivamente. Contudo , a solidez defensiva e o equilíbrio do meio – campo, formado por cinco jogadores, mostrados pela equipe portenha ao longo de todo mundial proporcionou a liberdade tática suficiente para que Maradona pudesse brilhar. Ainda no que tange o 3-5-2 , posso citar o exemplo do Brasil , campeão mundial em 2002 , no qual o técnico Felipão apostou no esquema com três zagueiros para dar sustentação defensiva para para que os 3 erres ( Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo) pudessem desequilibrar em favor da seleção canarinho.
Em 1990, a Alemanha venceu a Copa na Itália como uma equipe extremamente organizada em torno de um 5-3-2, uma variação mais defensiva do 3-5-2 . Nesta equipe destacavam -se Klinsmann, Matthaus e Brehme, todavia nenhum deles possuía o poder de decisão de um Ronaldo ou Maradona, por exemplo.
Em 1994 e 1998, Brasil e França venceram as Copas do Mundo dos EUA e da França, respectivamente, com o clássico 4-4-2, sedimentado em duas linhas de quatro jogadores (quatro zagueiros, quatro meio – campistas) e dois atacantes. O Brasil ganhou a copa na terra dos ianques, com um meio -campo formado por três volantes marcadores( Mauro Silva, Dunga e Mazinho) e um armador ( Zinho), porém com um ataque letal como Bebeto e Romário, melhor jogador daquele mundial, o importante era não sofrer gols, e Parreira sabia disso, pois gols o Brasil inevitavelmente faria. O caso da França é um pouco mais complexo. Apesar de jogar com dois armadores, Djorkaeff e Zidane, este último um craque espetacular, os blues não possuíam atacantes de qualidade , tanto que nas fases anteriores do mata – mata os gols foram marcados pelo zagueiro Blanc, na épica vitória contra o Paraguai e pelo então lateral - direito Thuram que marcou duas vezes na semifinal contra a surpreendente Croácia (o jogo contra a Itália, pelas quartas – de final foi vencido pelos franceses nos pênaltis, após um 0x0 no tempo normal e na prorrogação). Mesmo assim, a França venceu o Brasil por 3x0 na final , com dois gols do carrasco Zidane e um do volante Petit.
Para finalizar, temos a Itália, campeã do mundo em 2006, com o inovador 3-6-1, onde os chamados “wingers”, ou meias pelas laterais, procuravam abastecer o solitário Luca Toni. Para se ter uma idéia do nível de proteção defensiva exercido pelas equipes participantes daquele mundial, a FIFA elegeu o zagueiro Fábio Cannavaro como melhor jogador da Copa, honraria inédita em se tratando de um defensor.
Para mim, o craque sempre desequilibrará qualquer esquema tático, desde que, respeitando algumas “regras de ouro” do futebol atual, ou seja, um bom preparo físico aliado a motivação sob vários aspectos. Por isso, ainda acredito no retorno do Fenômeno à seleção brasileira na Copa da África do Sul, pois como a célebre frase diz: “Ronaldo, brilha muito no Corinthians.”