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sábado, 8 de janeiro de 2011

Parece que não aprenderam nada

Futebol mexe com as paixões, todo mundo sabe. A novela Ronaldinho dos últimos dias tem aflorado ainda mais a relação amor e ódio entre torcida e ídolo (sim, é ídolo). Futebol é muito dinâmico, técnico que sabe tudo um dia, baste perder 3 jogos, ou um clássico e já não presta sendo logo depois é demitido. O artilheiro de hoje é o perna de pau amanhã, enfim. Dentro de todo esse dinamismo e sentimento surge a história entre Ronaldinho e Grêmio ainda no final dos anos 90. Surge um projeto de craque no Olimpico, o jovem teve destaque nacional ao ser o protagonista nas finais do Campeonato Gaúcho de 1999, ficou na história por dribles dados em Dunga e por ter sido decisivo naqueles jogos. Começava o namoro entre torcida e ídolo. O jovem começou a se consolidar na Copa América do mesmo ano, quando em sua estréia pela seleção fez um belo gol contra a Venezuela, dali Ronaldinho não era mais uma promessa, era realidade. A direção do Grêmio num ato de arrogância e um tanto piadista, estendeu uma enorme faixa no Olímpico com a seguinte frase: "Não vendemos craques, favor não insistir".

Realmente a direção estava certa, o craque não foi vendido e saiu de graça para o PSG da França, a recém instituída lei Pelé foi muito bem usada pelo jogador e seu procurador/irmão Assis, o tricolor ficou a ver navios e o torcedor orfão do ídolo. Imediatamente o garoto perdeu o posto de idolatria e virou completamente ao contrário, traidor. Nada do que ele fizesse era reconhecido pelos gremistas, que não o queriam nem de graça de volta ao Olimpico.
Alguns anos se passaram e o Ronaldinho passou a ser a maior estrela do futebol mundial, Ronaldinho era maior que o Grêmio e que quase todos clubes no mundo, uma entidade que se compara a Garrincha ou Maradona. Isso encheu de orgulho o ferido coração gremista, afinal de contas, ele é tricolor e criado em Porto Alegre (centro do mundo) e ainda jogaria contra o Inter a final do mundial de clubes em 2006. Aí estava a chance de se redimir, nunca vi tanta camisa do Barcelona e do Ronaldinho como naquele ano, acho que venderam mais que as camisetas do Grêmio. Todas as esperanças da secação estavam com o dentuço de longas madeixas, era de volta o amor puro. Chegado o dia do "serviço", o ídolo foi anulado pelo contestado (até então) lateral direito do Inter, Ceará acabou com as esperanças dos gremistas e o Inter foi Campeão Mundial em cima de um gremista, talvez o maior deles (pelo menos o mais famoso). Pronto, agora além de traidor era "amarelão". O ódio da torcida se fortaleceu. 
Ronaldinho encheu o bolso (a mão, a mala, um caminhão, container e tudo que se pode imaginar) de dinheiro e parece que não quis mais saber desse "tal" futebol, se transferiu pro Milan teve alguns lampejos de bons momentos e decaiu bruscamente, daí surge o estopim pra mais uma explosão. Grêmio anuncia que está investindo para repatriar o craque, pronto! Torcida, direção, imprensa local, David Coimbra e toda a gremistada esqueceu o ódio e imediatamente tudo ficou lindo novamente, afinal de contas o ídolo para casa retornava, iria saldar a dívida deixada. Com isso choveu notícias e flautas gremistas para cima dos colorados. Mas toda novela tem finais surpreendentes e depois de vários capítulos, se envolveram vários outros clubes, mas nada que abalasse a pose arrogante e piadista da direção do "Imortal" (parece que não aprendem). Essa semana foi dada entrevista coletiva dizendo que tudo estava certo, foi programada festa no Olimpico para apresentação do jogador, nas redes sociais choviam postagens até de quem nem é "tão gremista" saudando a volta do ídolo e craque. Pois é, depois de todo "bafafá", parece que deu tudo errado e hoje o Grêmio anunciou que desiste da contratação do ídolo, não sei ao certo o porque. Mas o fato é que só vejo tristeza e amargura no coração de meus amigos gremistas, os já sofridos parceiros tricolores voltaram a ter ódio do seu maior craque já revelado para o mundo, o sonho de todo gremista é poder dizer que tem entre seus ídolos o Ronaldinho, mas não agora, hoje Ronaldinho além de traidor e amarelão, virou um mercenário. Parece que aos 30 anos de idade o tempo vai ficando cada vez mais curto para um final feliz aos torcedores do Grêmio, sei que essa novela esta longe do fim e quem sabe o dentuço um dia volte ao Grêmio, mas de qualquer forma o que já se passou nessa novela me deixa satisfeito, tá muito bom ver os gremistas não falando de futebol, fugindo ou desviando o olhar quando por mim passam na rua. Ronaldinho, pra eles tu será um traíra, mas fique tranquilo, pois tu é meu ídolo, obrigado por fazer eles sofrerem de novo, e de novo, e de novo. 

sexta-feira, 17 de julho de 2009

100 anos de Gre-Nal

Neste domingo 18 de julho, será realizado mais um clássico Gre-Nal, será o confronto número 377 entre os dois maiores clubes do Rio Grande do Sul. Esse clássico será especial, pois o estádio Olimpico será palco do denominado "Gre-Nal do centenário", sim, o jogo será disputado a exatos 100 anos após o primeiro clássico, no distante ano de 1909. Nesses 376 jogos disputados houve 141 vitórias do Internacional, 118 vitórias do Grêmio e 117 empates (o "empate" pode igualar-se com o Grêmio no domingo). Houveram partidas memoráveis, outras nem tanto, muitas alegrias para colorados, muitas alegrias para os tricolores e duelos que vivem na memória dos torcedores, duelos esses que ficam no hall dos clássico inesquecíveis e mais importantes. A postagem de hoje abordará o Gre-Nal de modo a dar uma atenção especial a alguns clássicos que já seriam famosos antes mesmo da bola rolar, podemos chamar de grenais emblemáticos, pois assim como domingo, o simples fato de ser o "Gre-Nal do centenário", independente de quem vença, da qualidade da disputa, ou do que aconteça, por si só será especial. Houveram diversos clássicos que antes mesmo de acontecerem já se tornaram inesquecíveis, farei aqui uma pequena lista e falando um pouco sobre eles.

Gre-Nal do 10x0:
O recém fundado Internacional convidou o clube mais tradicional da cidade para estrear o novo time, o primeiro Gre-Nal, também foi o primeiro jogo oficial do jovem Sport Club Internacional. A partida disputada na Baixada (antigo estádio do Grêmio e atual Parcão) tinha um clima festivo, mas como todo clássico que se preze até amistoso é sério, e o experiente Grêmio goleou o Internacional por 10x0, a maior goleada da história do clássico. Both marcou 5 gols e foi autor do primeiro gol do clássico.

Gre-Nal Farroupilha:
A partida disputada em 22 de setembro de 1935, fez parte das comemorações dos 100 anos da Revolução Farroupilha. A partida que se encaminhava para um monotono 0x0, acabou sendo vencida pelo Grêmio com 2 gols nos minutos finais. A vitória tricolor no clássico também marcou a despedida de um dos maiores jogadores da história do Grêmio, o goleiro Lara. O jogo antes mesmo de rolar já era especial, por causa da comemoração, a vitória do Grêmio se tornou tão simbólica que jogadores e diretores do Grêmio prometeram comemorar o feito pelos próximos 100 anos, e até hoje a promessa é cumprida.

Gre-Nal de inauguração do estádio Olimpico:
O Grêmio inaugurava seu novo e moderno estádio, naquele período o estádio Olimpico ganhava status de maior estádio privado do Brasil. Para comemorar e abrir os trabalhos decidiu convidar o seu co-irmão, Internacional para a festa. Mal sabiam os gremistas que tiveram a ideia de que estavam prestes a cometer um grande erro. O clube vermelho (que naquela partida usou o uniforme branco) não só estragou a festa gremista vencendo o clássico, o colorado aplicou uma impiedosa goleada de 6x2 no rival, Larry virou figura eterna do clássico ao marcar 4 vezes diante da torcida tricolor.


Gre-Nal de inauguração do estádio Beira-Rio:
Em 20 de abril de 1969, o Grêmio tinha a chance de devolver o feito colorado na inauguração do Olimpico e estragar a festa de inauguração do estádio Beira-Rio. A semana pré-classico foi mais quente do que de costume, declarações pesadas de jogadores e dirigentes acirraram ainda mais os animos para a partida. O jogo simplesmente não terminou, pois ainda quando estava 0x0 o jogador do Inter Urruzmedi se estranhou com Espinosa do Grêmio, e aos 38 minutos do 2º tempo aconteceu uma das maiores brigas generalizadas dos grenais, após toda confusão o Internacional insistia em recomeçar o jogo, mas não foi possível, afinal de contas 10 jogadores do Internacional haviam sido expulsos. O goleiro Gainete do Inter declarou a um reporter após a briga que "Aqui é nós que vamos cantar de galo!".

Gre-Nal do século:
A imprensa denominava assim o clássico da semi-final do Campeonato Brasileiro de 1988, era a chance que o vencedor tinha de decidir o título e de quebra tirar a chance do rival chegar a final. Mais uma vez um clima tenso durante a semana e no dia 12 de fevereiro de 1988, sob forte calor do verão gaúcho o estádio Beira-Rio lotou, para ver um dos jogos mais marcantes da história do clássico. O Grêmio saiu vencendo com um belo gol de Marcus Vinicus, de quebra ainda no primeiro tempo o Internacional teve um jogador expulso. Tudo se encaminhava para uma vitória do Grêmio até que veio a tona a improbalidade de um clássico, Nilson empatou para o Inter, resultado que levaria o jogo para a prorrogação. Mas aos 26 minutos e após uma bela jogada de Mauricio a bola é cruzada rasteira e forte para a area, o goleiro do Grêmio Mazzaropi não conseguiu intervir e surgiu Nilson novamente para fazer a explosão da torcida colorada em uma das maiores festas já vistas no Beira-Rio, placar final 2x1 para o Inter.



Gre-Nal do gol 1000:
É bem verdade que este Gre-Nal se tornou mais emblematico após a realização dele, mas entrará nessa lista porque antes do clássico faltavam 2 gols para se alcançar a marca de 1000 gols, e durante a semana muito se discutiu quem faria o gol simbolico. Talvez ninguém tenha apostado no recem-chegado e reserva Fernandão. O jogo foi 2 a 0 para o Inter e o primeiro gol foi marcado pelo zagueiro Vinicius, então a partir daí ficou mais próxima a expectativa de quem faria o milésimo gol do clássico, a próxima bola que balançasse a rede em qualquer dos lados entraria para a história. O gol se tornou mais emblematico porque não veio de qualquer um, Fernandão mesmo que ainda não tivesse escrito nada de sua bela história no futebol gaucho, foi pra area e cabeceou a bola no canto direito da "goleira do placar" e se consagrou como, o "homem do gol 1000". No dia 10 de julho de 2004 o Beira-Rio viu surgir um ídolo.



Gre-Nal de centenário do Grêmio:
Esse Gre-Nal foi disputado pela Copa Sul-Americana, portanto a primeira vez que os rivais se enfrentavam por um torneio internacional. Além dessa conotação inédita o clássico foi denominado pela imprensa como o "GreNal do centenário do Grêmio". No dia 15 de setembro de 2004, o colorado venceu o Grêmio por 2x0 no estádio Beira-Rio com gols de Fernandão e Chiquinho. O Grêmio vivia um péssimo momento e o Internacional um momento que também não era dos melhores, o colorado comandado por Joel Santana (hoje técnico da seleção da Africa do Sul) fez a alegria dos torcedores que homenagearam os rivais cantando "parabéns a você" nas arquibancadas do estádio, causando irritação de alguns jogadores gremistas.



Gre-Nal do centenário colorado:
O jogo era válido pelas 4ª de finais do segundo turno do Campeonato Gaucho de 2009, para o Grêmio a derrota tiraria as possibilidades de título e para o colorado uma vitória abriria caminho ao bi-campeonato, pois tirando o rival da competição facilitaria a tarefa para as fases seguintes. Um dia após a comemoração do centenário colorado, no dia 05 de abril de 2009 o Gigante da Beira-Rio foi palco de mais um clássico, o ultimo disputado. Em uma partida equilibrada nos primeiros minutos sobressaiu-se o Grêmio, após a marcação de um penalti Tcheco fez 1 a0. O Internacional não demorou muito pra responder, e na mesma moeda, também de penalti empatou o jogo com Andrezinho. Os 44 mil torcedores que foram ao estádio puderam ver no segundo tempo a virada colorada com gol do zagueiro Índio, acostumado a marcar gols o defensor entrou para a história do clube ao igualar o numero de gols do lendario zagueiro Figueroa e também de dar a vitória por 2 a 1 para o Inter de virada.

Outros clássicos em ocasiões especiais:
Gre-Nal de inaguração da bandeira do Grêmio:
Grêmio 3x7 Internacional

Primeiro Gre-Nal de Campeonatos Brasileiros:
Internacional 1x0 Grêmio

Gre-Nal dos 100 anos de Porto Alegre:
Vitória do Inter (Não consegui descobri o placar em lugar algum, ainda descobrirei)

Gre-Nal das faixas (após o título Mundial do Grêmio de 1983):
Grêmio 4x2 Internacional

Gre-Nal da Copa do Brasil:
Internacional 1x1 Grêmio (Inter se classificou no penaltis ao vencer por 3x0)

Gre-Nal de inauguração do Placar eletronico do Beira-Rio:
Internacional 1x2 Grêmio




Até domingo então, e bom clássico a todos. E que vença o...INTER

terça-feira, 5 de maio de 2009

Negro e o futebol atual

Ontem ao dar uma passada rotineira no blog do mestre Attico Chassot vi ele abordar um assunto muito interessante, o sucesso do negro como jogador não reflete numa carreira de técnico bem sucedida na maioria das vezes, aliás os comentários deixaram claro raras excessões. Em sua blogada do dia 05 de maio foi deixado como indicação para abordarmos o assunto, já que o mestre levantou a bola, nos resta botar pra dentro do gol, usando uma metáfora futebolística, já que frequentemente o futebol é tema por aqui, essa discussão é de grande importância e fazendo uma rápida pesquisa, sem muita perda de tempo e sem um devido aprofundamento no assunto, é fácil detectar que o negro não consegue penetrar nas mais diversas áreas de comando do futebol atual. Estamos as vésperas do começo de mais um Campeonato Brasileiro de Futebol, essa edição começará no sábado seguinte e se estenderá até o principio de dezembro, tentei fazer um "raio x" dessa 38ª edição da competição, avaliando a posição do negro nas três principais áreas de "chefia" dos 20 clubes envolvidos na competição, essas três áreas de comando são a presidência dos clubes, treinadores e capitães.
Antes de começar a comentar sobre o que propus acima, lembro que o Vasco da Gama, um clube pioneiro na quebra das barreiras racistas no começo do século passado, não faz parte da elite de 2009, já que em 2008 foi rebaixado para série B, mas mesmo esse clube de carater pioneiro no tema, não tem negros no comando atual. Começaremos a falar sobre os capitães das equipes da série A, essa posição dentro de um grupo entorno de 25 atletas é de liderança, é uma posição diferenciada do simples atleta, do artilheiro da equipe ou da estrela, pois essa condição independe do talento do jogador, ela é adquirida através de escolhas que teoricamente partem dos técnicos, é a liderança dentro das 4 linhas, e o jogador que em caso de sucesso do clube (ou seleção) será eternizado por erguer a taça conquistada, um exemplo atual é o de Cafú, na conquista do penta-campeonato da seleção brasileira na copa de 2002, sediada conjuntamente entre Coreia do Sul e Japão, talvez seja o único negro a chegar a tal feito. Voltando ao o que o post realmente se propõe, dos 20 jogadores capitães do campeonato de 2009, apenas 5 deles não são brancos, René (do Barueri), Carlinhos Bala (do Náutico), Fernando (Santo André), Marcelinho Paraíba (Coritiba) e Luiz Alberto (Fluminense). Isso demonstra outro fato, que desses cinco capitães listados acima, o único com verdadeira chance, ou seja chance real, de ser eternizado por uma possível conquista é Luiz Alberto, que atua em um grande clube, claro que todos outros podem conseguir, ainda mais quando falamos de futebol, mas não se torna muito provável.
Abordando o segundo cargo de chefia vem os treinadores, que comandam os vinte e tantos atletas, inclusive o capitão, posição essa, de "total autonomia" sobre o rumo das equipes, o manda-chuva do time. Hoje teriamos apenas 1 técnico negro na série A, destaquei o hoje justamente por ser um cargo frequentemente conturbado, e estabilidade no emprego é algo que não combina com essa profissão, ainda mais amanhã a noite, em que fatalmente, quatro desses técnicos serão desclassificados da Copa do Brasil, e o número pode alcançar a seis, o que possivelmente ocasionará na troca de comandante, antes mesmo do torneio começar, isso é tão normal que o único técnico negro acabou de ser anunciado, Celso Roth (ex Grêmio) foi escolhido como o substituto de Émerson Leão no Atlético Mineiro, se tivesse postado ontem seriam vinte técnicos brancos, é um dado extremamente preocupante esse. Ontem, conversando rapidamente sobre o assunto com os colegas luxiuosos Ben Hur e Rafael, o ultimo técnico negro a ganhar uma grande título talvez tenha sido Walmir Louruz, com o Juventude, aqui de Caxias do Sul, na Copa do Brasil de 1999 (Juventude que eliminou o Inter na semi-final, uma derrota que pôs a prova a fidelidade e paixão de muitos colorados, que vinham de sucessivos anos ruins, e isso não foi o pior de 1999, ainda teve a escpada de rebaixamento nos ultimos minutos do ultimo jogo, tenebrosa década de 90).
Contando técnicos e capitães, somamos o número de 40 profissionais envolvidos em cargos de lideranças, comando e chefia no futebol de elite atual, apenas 6 deles são negros, e o número mais impressionante se dá entre os presidentes, dos 20 clubes, nenhum deles tem como cargo mais alto da hierarquia um negro, impressionante esse dado, mesmo tendo um pouco de conhecimento sobre os técnicos, nunca imaginei algo parecido sobre os presidentes. Como se explica tais dados? Quais as causas para esse panorama? O que motiva a essa realidade?
Com certeza o assunto futebol e etnia, dá uma grande caldo para discussão, como disse Attico Chassot em seu comentário aqui no blog, "Os técnicos de futebol são usualmente brancos e se credita ~~ na construção racista e branca de mundo ~~ aos negros a ‘incapacidade’ de dirigir tecnicamente uma equipe, mesmo que estes possam ser melhores jogadores que os brancos", apenas 10% desses cargos são ocupados por negros, são 6 em 60. Infelizmente a realidade é essa, que isso não se restringe ao futebol, mas nos mais variados esportes, assim como no Brasil, no resto do mundo também é bem parecido, até mesmo na África, em que os técnicos quase sempre são estrangeiros e brancos, confesso que não sei explicar o que exatamente proporciona essa realidade. Deixo uma dica aos interessados no assunto e que não dispõe de tanto tempo para pesquisar, o canal pago Sportv transmitiu em março de 2009, no programa "Sportv Repórter", justamente abordando isso que foi falado nesse post, o papel do negro como "peão", mas sem chegar ao comando, há depoimentos de Tommie Smith e John Carlos, que eternizaram-se na Olimpíada de 1968 ao fazer a saudação "black power" na cerimonia de premiação, e apontam o insucesso devido a uma desunião dos negros e a falta de consciência política dos atletas em geral atualmente. Tentei procurar esse programa na internet e não encontrei, mas sei que reprisa frequentemente, e é um programa que enriquece bastante o entendimento sobre o assunto.