sábado, 20 de junho de 2009

Um ícone da subversão

Buenas e me espalho!

Parafraseando o Capitão Rodrigo Terra Cambará, e após semanas de atraso, minha estreia neste famigerado blog inicia abordando um dos personagens mais comentados na última semana dentro do nosso ambiente luxiuoso. E quem imaginou tratar-se de Ronaldo - o Fenômeno (aquele que "brilha muitcho no Curintia") cometeu um equívoco. Não que isso seja um demérito, pois como todos sabem o ídolo da Fiel Torcida pautou o noticiário da mídia esportiva do país, embora o futebol não seja o mote deste singelo textículo (vejam bem, é com X), outro marcante, polêmico e iconoclasta, foi tema de reflexões por parte dos luxiosos.

Pois bem, tais reflexões foram e continuam sendo feitas acerca do transgressivo cineasta undergroud Djemba Djemba. Cineasta mongól radicado no Senegal, Djemba Djemba (idade não revelada) é frequentemente comparado a cineatas do panteão de John Ford, Stanley Kubrick, Serguei Eisenstein, Jean Luc Godard (um de seus maiores intusiastas) e até mesmo o sueco Ingmar Bergman, que diga-se de passagem passou boa parte de sua vida fazendo filmes demasiadamente dramáticos , por não conseguir atingir a profundidade subversiva do mongol.

Engana-se que Djemba é um cineasta "cult" ou algo do gênero, sua obra é subestimada pelos pseudos-cinéfilos que costuman apreciar a sétima arte como uma auto-felação intelectual. Tanto é, que os filmes de Djemba nunca foram lançados em VHS ou DVD, muito menos exibidos em salas do circuito comercial (até porque Djemba nunca se venderia ao conceito de Cinema-Indústria/Entretenimento). E pasmem, nem na internet seus filmes são disponibilizados para Downloads, até pelo fato das únicas cópias disponíveis de seus filmes serem exibidas apenas em película, em poucas salas com projetores adequados para tal.

Aqui no Brasil, somente nas salas de arte como a Walter em Salvador-BA (onde Djemba a exemplo do ex Led Zeppelin, Robert Plant, tem um filho fora do casamento), e no antigo e saudoso Cinema Capitólio em Porto Alegre, onde sessões de seus filmes eram exibidas de forma secreta (no projeto "Filmes da meia-noite") a fim de evitar problemas com a censura do Regime Militar, que ja imlicava com as produções cinematográficas de todos os cantos do mundo, quanto mais do cinema transgressivo desse verdadeito Marginal da Sétima Arte.

Abaixo a filmografia (liberada pela censura) do cineasta:

1958 - Viva Mandela!

1959 - Os Grilos do Sul Gritaram Aurora (Curta)

1959 - Amor Sem Conjugação Espaço-física

1961 - Revés Humano em Sociedade Matriarcal

1961 - Poeira em Alto-mar

1962 - O Problema da Palha Seca

1964 - Pistoleiro Sem Dedo

1964 - Sangue em Beirut

1965 - A Pistola Prateada Imaculada Sagrada

1965 - Jesus (TV)

1966 - O homem que descascou milho e arroz e não lavou a mão depois

1968 - Django-Djemba

1969 - As Aventuras de Sartana no Senegal

1969 - As Aventuras de Sartana no Deserto do Saara

1969 - Onde os Reis Vão Cair Para Que a Liberdade Nunca Passe a Ser Algo

1970 - Já Fui Antes Por Nunca Ter Voltado Depois

1971 - Não Sei Por Que Diabos Voltei Se Já Havia Ido

1972 - As Longas Tranças do Rei Careca

1972 - O Banguelinho Chupador de Cana

1973 - Os Padres da Sinagoga não Estarão Mais Lá Depois de Amanhã

1973 - Três Pontos de Luz e Ficou Bonito

1974 - A Volta dos que Não Foram

1975 - Epidemia Mortal

1975 - O Vale dos Caramujos Canibais

1975 - Epidemia Mortal 2: O Retorno da AIDS.

1976 - Longe é um lugar que existe sim, mas é longe

1977 - Mestre Dendê e Salsa parrilha na terra do dragão americano da capoeira de Sinhôzinho malta

1979 - Django-Djemba

1980 - Citizen Motumbo

1980 - Mogamba Ogada Mobumba

1981 - Como você tem coragem de me dizer que Nelson Mandela foi o melhor presidente que este país já teve?

1982 - O Ocaso do Ovo na Rampa de Ponta-Cabeça

1982 - Tou Roin Domav El (co-produção Svensk Filmindustri)

1982 - Pelo Prazer de Capotar na Lama

1983 - Protesto da Ragazza Sem Calcinha

2007 - Pélvis (Pós-Produção)


O que diziam sobre o ícone:

Djemba é a síntese do cinema - Jean-Luc Godard sobre Djemba Djemba

Djemba é o maior gênio da face da terra - Luchino Visconti sobre Djemba Djemba

Eu sou da turma do Djemba
Akira Kurosawa sobre Djemba Djemba

Djemba é a verdade yntrýnseca contra a burguesýa e o ymperyalysmo amerycano! - Glauber Rocha

Não sei onde estava com a cabeça quando reclamei dos curtas de Djemba Djemba - Maria Antonieta

A gente só inventou o cinema porque sabia que Djemba iria trilhar esse caminho vitorioso - Irmãos Lumière sobre Djemba Djemba

Djemba é do caralho, porra! Vá se foder quem não gosta dele ! - Comentário desnecessa´rio de Dercy Gonçalves, grande fã do cineasta.



Pois bem amigos, despeço-me por aqui nesta primeira incursão no blog dos luxiuosos, do qual pretendo voltar a comentar um pouco mais sobre a vida e obra deste icone da subversão, niilismo, iconoclastia da arte, o trangressor (e por que não Luxiuoso?), o cineasta Djemba Djemba.

Saudações.

Hud

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O momento é tenso

Pois é... estamos vivenciando os momentos decisivos desse 5º semestre do curso de História, ao contrário dos 4 anteriores, a correria começou mais cedo, normalmente a tensão ficava para os ultimos 20 dias de aula apenas, agora mais de um mês antes a maratona já começa a castigar, pelo menos no meu caso que mesmo estando na mesma turma dos demais luxiuosos, há particularidades, o momento é tão corrido que é preciso desabafar, falar sobre isso para tirar um pouco das costas, falando dos compromissos de forma descontraída.
A boa notícia é que pelo menos ao que parece esse final de semestre será mais tranquilo, pelo menos nos ultimos dias, hoje por exemplo faço a ultima prova de Contemporanea com a professora Claudira, já tendo feito a primeira prova e apresentado o trabalho, ficarei o mês inteiro de junho apenas com a função de comparecer as aulas para prestigiar os trabalhos dos demais colegas, nessa disciplina possivelmente não "perderei" mais grandes espaços de tempo preparando trabalhos ou estudando pra provas. A situação é delicada, essa semana está sendo uma legitima guerra, começando na segunda-feira, eu teria prova com o professor Éder, mesmo estudado, porém cagado, milagrosamente essa prova foi adiada, então a guerra tardou mas não falhou, depois da calmaria da segunda e terça-feira, a quarta foi maracada por uma apresentação de trabalho, em pleno horário de jogo de Inter e Grêmio, uma tortura, eu e meu grupo nos saímos muito bem ao falar do modernismo no Brasil, formação da identidade nacional e cultura, o papo foi tão longe que chegamos até o atual e difundididissimo funk carioca. Ontem a marca foi um trabalho, que pra mim, acabou sendo de ultima hora e que me tomou bastante tempo, repsonder questões economicas do "Brasil cafeeiro" realmente não é comigo, na verdade odeio qualquer aspecto economico inserido na história, gosto das viagens sociológicas e antropológicas ao invés de buscar compreensões através de números ou de cifras, a quinta-feira seguiu com a "very crazy" aula da professora Taís, que se tornou até de certo modo esclarecedora apesar da incognita do que virá na prova dessa cadeira, a notícia ruim é que a situação tá complicada, dos 25 pontos ainda restantes tenho que fazer 20 para ser aprovado direto, tarefa complicada ainda mais se tratando de tamanha subjetividade envolvida nas avaliações. Hoje continua-se na maratona, mas pelo menos chego naquela parte denominada "metade pro fim" quando teremos hoje a prova da professora Claudira sobre praticamente René Rémond, mais um francês maluco que temos que estudar na vida acadêmica, confesso que dessa vez vou tranquilo pra prova, apesar de ainda não conhecer exatamente o jogo proposto, seguimos com um final de sexta-feira alucinante para viajar no fim de semana com a aula do professor Éder "House" Silveira. Sábado terei o compromisso de cumprir tabela na cadeira de estágio, com a sempre ligada nos 220w Luciana Coronel.... quande pensa-se que tudo terminou aí que nos enganamos, tipo os filmes "Sexta-Feira 13" com o Jason, fim de semana será de preparação para apresentação em seminário na disciplina de Prática Pedagógica V, onde acho que propositalmente colocaram o professor "House" para começar a semana e terminar, só pode ser pra pirar a cabeça do aluno, não existe outra explicação, após a apresentação vem a prova que começa a valer o tudo ou nada em Prática e Teoria de Arquivo, aquela mesma que preciso fazer pelo menos 20 pontos dos 25 que restam, a prova vale 10 e pelo menos dessa vez foi teoricamente facilitado o jogo, por ser com consulta, mas sinceramente, pra mim dificulta-se, na medida que ao perguntar quais textos caem na prova a reposta é de que serão "todos", se tirar todos os xerox da pasta pago a mensalidade do mês que vem talvez. Na terça-feira não há (até esse momento) trabalhos, provas ou apresentações, mas o semestre não para por aí, ainda pela frente teremos trabalho em seminário, projeto de pesquisa e o artigo do Professor Edson Cruxen, tem ainda o trabalho de comentar no seminário e mais duas provas com professor Éder Silveira, relatórios e relatórios de estágio, apresentação de mini aula, artigo e plano de aula para cadeira da Professora Taís valendo aí tudo mais 10 pontos importantissimos na cadeira que se tornou complicadissima... a lista é exaustiva, o momento também é, mas ao contrário dos outros semestres que tinha vontade de semplesmente sair correndo ou de nem ver essa loucura passar, agora tenho vontade de que venham os desafios, que termine isso de uma vez por todas, por que cada vez que ultrapasso um obstaculo desses vejo mais de perto a formatura, e a loucurada que está marcada para o dia 15 de janeiro do ano que vem. Segundo o relóginho aqui ao lado faltam 230 dias para isso. Usando uma analogia futebolística, agora é o tudo ou nada, o negógio é botar três atacantes, avançar os meias, laterais e ir pra dentro deles. (não professores, mas o desafio das provas e trabalhos). Boa sorte aos demais luxiuosos e que possamos fazer um churrasco para comemorar a passagem desse semestre depois de tudo isso.


Postado por André Bugallo

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O Debate e o Judiciário.

Há muito não tenho escrito por aqui, por diversas razões entre as quais tem um grande destaque a falta de tempo, pois durante esses dias andei dividido entre o trabalho, a faculdade e os alunos do Colégio Julio de Castilhos, muito embora entenda que isso não é desculpa, pois meu grande amigo e companheiro blogueiro tem conduzido essa página com maestria, que alias ha muito tem sido a marca de André Bugallo, pois tem se mostrado um futuro cientista humano de mãos cheias, não só no tocante do assunto no qual entendo que ele seja um expert futebol, mais especificamente a dupla GreNal, mas em muitos assuntos relativos a analise de nossa sociedade e as suas reflexões a cerca da vida quotidiana. Nesse preâmbulo gostaria de mais uma vez registrar a minha admiração e respeito por esse professor André Bugallo, Parabéns Amigo.

“Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos.
São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns
aos outros com espírito de fraternidade”.
(Declaração Universal dos Direitos do Homem art. I)



A minha blogada começa com o artigo I da Declaração Universal dos Direitos do Homem, e explico porque após a polemica decisão do juiz da 4ª Vara Criminal de Canoas (RS), Paulo Augusto Oliveira Irion, a cerca de não decretar a prisão preventiva de alguns suspeitos de formação de quadrilha de roubo de caminhões, se instaurou um debate nos meios de comunicação e na sociedade de um modo geral no mínimo interessante. Debate esse que passa pelas condições dos nossos presídios, dos apenados, dos trabalhadores da segurança publica e o mais importante a devida responsabilidade do executivo em relação à criação de novas vagas a apenados, construção de novos presídios e talvez a mais importante das responsabilidades a aplicação da Lei Constitucional que garante a dignidade Humana.
Mas a informação acima embora importante não seja o cerne da minha blogada, pois não quero neste momento discutir condições de casas prisionais, de apenados e índices de criminalidade sob pena de nesse momento banalizar a discussão proposta pelo juiz Paulo Augusto Oliveira Irion, na qual não ficarei em cima do muro e afirmo ser favorável a decisão do magistrado. Antes que inicie uma polemica explicarei neste o porquê saúdo essa decisão, não por ser um libertário em relação à criminalidade, nem tão pouco por achar que qualquer tipo de violência e ou de infração as leis devam permear as normas de convivência da nossa sociedade, muito antes pelo contrario. Mas por entender que as possibilidades de debate acerca das prioridades do estado voltaram a ser discutidas na grande mídia, deixamos de lado as manobras divercionistas as quais a classe política vem nos submetendo ao longo dos nossos dias foi esvaziada como CPI e outras cozitas mais, não que essas discussões não sejam importantes, mas muito mais pelo tempo e o espaço que elas ocupam no osso cotidiano, enquanto questões de maior relevância como a ação do estado na Educação, na Saúde e na Segurança Pública ficam em um segundo e ou talvez em terceiro plano. Ora o magistrado toca no meio da ferida, ataca diretamente os hipócritas da política e da informação que insistem em discutir coisas que menor interesse da sociedade do que as supra citadas sei que nesse momento do texto fiz transparecer a minha visão estruturalista na política, mas imaginem vocês que o magistrado entre outras coisas foi acusado de liberal em relação ao Direito. Não entendo de filosofia e de teoria do direito, mas entendo minimamente alguns conceitos dentre eles o de Liberal, no qual me nego a apregoá-lo ao magistrado, acho que o juiz teve uma posição muito mais democrata do que liberal no que tange a possibilidade de discutir a relação do estado com a sociedade gaúcha, pois se o mesmo fosse um liberal no estrito sentido conceitual da palavra ele simplesmente aplicaria o rigor da lei, sem ao menos oferecer a possibilidade de discussão com a sociedade, fazendo jus as prerrogativas que a instituição ao qual ele participa o Judiciário, lhe oferecem os rigores da lei sem questionamentos e sem a mínima possibilidade de debate a cerca de tudo o que circunda uma decisão judicial seus efeitos e as suas conseqüências na sociedade, mas não efeitos e ou conseqüências imediatas sim as pré condições e as pós condições em que a sociedade está inserida em relação a qualquer decisão judicial.
Por esta possibilidade de reflexão e discussão saúdo o Senhor Juiz Paulo Augusto Oliveira Irion, pela possibilidade de debater e refletir acerca do papel do estado neste momento no Rio Grande do Sul.

Ben Hur Rezende

Números e conclusões sobre a educação básica

Hoje a noite não pude ir ao Gigante da Beira-Rio, pois, eu, Ben Hur e Guilherme estavamos encarregados de apresentar o texto "Os sentidos do modernismo: raízes e rupturas" de Mônica Velloso, na disciplina de Brasil República com o professor Ramiro Bicca. Dividi minha angustia do jogo do Internacional entre os diversos sinais e expressões dos colegas de aula, depois com exageros do rádio, e por fim ao chegar em casa com a vista privilegiada da televisão, pude acompanhar os dois gols que resultaram na virada vermelha, 3 a 1, até aí estava tudo na boa. Como pude assistir pouco tempo do jogo, recorri a internet para assistir aos gols e melhores lances da partida, fui ao portal da globo.com, dei de cara com duas notícias nada relacionadas ao futebol, mas sim a educação, mais precisamente ao ensino público.
Como de costume a manchete é sobre a dura realidade do sistema educacional publico brasileiro, isso sabemos que não é novidade, são números e dados retirados do censo escolar feito pelo Inep em 2007, somente agora divulgados, esses dados são arrepiantes e impressionam, assustam e de uma certa maneira deprimem. Segundo o senso, há 441 professores com formação no ensino fundamental que seriam menos qualificados que seus alunos do ensino médio, isso representa 0,1% dos professores. Outro dado importante é de que dos aproximadamente 1,9 milhões de professores apurados no censo, cerca de 600 mil não tem formação superior ou autam em areas na qual não é especialista, isso representa nada mais, nada menos que 32% do total, dando aula de algo que não tem especialidade, ainda neste tema é curioso o fato de que há mais matematicos lecionando física, do que professores especificos de física exercendo a função docente.
Entre outros dados consta que a grande maioria dos professores são do sexo feminino, representada por 81,6% dos educadores, há ainda o recorte de faixa etária que afirma que 68% dos docentes tem mais de 33 anos, para mim parece revelar a pouca penetração de jovens formados(ou não) na rede de ensino.
O Ministro da Educação informou que lançará o novo plano nacional para formação de professores e educadores, oferecendo uma série de vagas nas areas de licenciatura, com intuito abranger três aspectos: formar novos professores, segunda licenciatura (professores que dão aula em outra matéria) e professores não licenciados (bacharéis). Segundo o Ministro da Educação Fernando Haddad "A formação de professores e o ensino médio são os nós históricos da educação. Essas medidas, assim como a mudança no Enem, colocam essas questões nos trilhos." Lembro que entre os 21 estados incluidos no novo plano de formação de professores e educadores, infelizmente o Rio Grande do Sul não está inserido, pelo menos não no primeiro momento, há a possibilidade de aderir ao programa tardiamente(ou não), o ministro ainda afirma que até 2014 todos os professores devem estar devidamente qualificados e exercendo a função em sua área.
É óbvio que não é novidade que o sistema da educação publica no Brasil é um caos, não preciso nem ficar tocando naquela coisa de sempre, que nem uma campainha pra dizer que há o total descaso dos governantes em relação ao sistema educacional, e todo o bla bla bla, que todos sabemos. Mas com esses números não há "estômago" que aguente, são absurdos, provavelmente muitos desses professores estão voluntariamente ajudando como podem, dando aulas do que as vezes nem sabem para tentar contribuir de alguma forma, professores inadequados/desqualificados resultam em uma formação básica insuficiente, gerando uma nova geração de futuros professores (cada vez mais escassos) com problemas graves desde a raíz, provavelmente gerando professores piores dos que o antecederam, a culpa maior não é dos professores (mesmo que ainda também tenham/tenhamos) por essa podridão no ensino, é inadimissivel o que se vê atualmente, é revoltante. Esse tema é tão complexo que algumas vezes me torno contraditório, sou a favor da interdisciplinariedade, mas me pergunto algumas vezes o seguinte, nós luxiuosos estamos nos foramando em história no fim do ano, segundo as mudanças do ensino estadual no RS, o ensino será feito em grandes áreas, será que quando eu der aula de geografia, sociologia ou filosofia terei a mesma eficiencia e qualidade do que na aula de história? Confesso que não sei. O que sei que esses números mostram que já passou a hora de mudar isso, chegou a hora de rever tudo, dar prioridade a educação básica, ou pelo menos dar alguma atenção que seja, assim do jeito que tá parece que entraremos em colapso.

Manchete na globo.com sobre o censo do INEP 1
Manchete na globo.com sobre o censo do INEP 2
Site do INEP



quarta-feira, 20 de maio de 2009

Relatório (emocional) de estágio

Hoje quarta-feira está marcado por um dia tenso para nós colorados, o importante jogo pela Copa do Brasil e a incógnita que se tornou diante deste duelo, principalmente após a má apresentação vermelha no Maracanã na ultima quarta, mas divido a atenção deste jogo e tudo que o envolve com um fato de ontem e que me "anestesiará" por alguns dias. Terça feira (19), terminei o período de regência do meu estágio curricular, o chamado Estágio Supervisionado II. Até fiz uma postagem em relação a isso no dia 24 de março aqui no blog luxiuoso, falando justamente sobre o que sentia ao retornar a escola, instituição essa que cursei todo meu ensino fundamental, e que agora estava tendo a oportunidade de lecionar na mesma.
A experiência na minha opinião foi maravilhosa, a estrutura física da escola pode até ser acanhada, mas no restante considerei extremamente positiva, a relação que tive com os professores, na receptividade e muito prestativos sempre, a direção da escola e os demais funcionários foram de grande importância dando suporte que precisava, e os alunos foram simplesmente parceiros nessa minha viagem e aventura. Minhas aulas foram algumas vezes exaustivas e faladas, infelizmente precisava ser assim, algumas vezes poderia se tornar chatas, mas a gurizada foi perfeita e aguentou esse cara que de sangue novo na profissão, acaba querendo suprir tudo e as vezes até mais que necessário para dar uma boa aula e se tornar um bom professor, acredito que ganhei a simpatia da gurizada, até porque o relacionamento durante os 20 períodos foram tranquilos e de muita risada. Saio da escola com uma opinião renovada, saio de lá acreditando ainda mais que o Dolores é uma escola diferenciada entre as públicas, isso deve-se aos alunos, professores, gestores e a comunidade que "joga junto" com a escola, fiquei muito feliz de ter feito parte de algum tempo da vida dos alunos da turma 101, tentei extrapolar um pouco do que encontramos nos livros didáticos, tentei ser parceiro e senti que ganhei amigos por lá, aliás, aprendi muito lá. Essa postagem é para agradecimentos, entre eles, agradeço ao professor Mateus, titular da vaga e colorado (diga-se de passagem, a melhor das qualidades que uma pessoa pode ter), que foi incrível em todos os momentos, desde que aceitou que eu estagiasse até o dia que terminei, prestativo, parceiro e bom de papo, como falei para a gurizada da 101, aproveitem o grande professor que tem, suguem esse cara, o professor que estão tendo nem na faculdade as vezes se tem, ainda nos agradecimentos não poderia deixar de citar os meu alunos que foram cúmplices de manhãs, quentes e frias, porém sempre agradáveis. Termino meu estágio com sensação de realização, quando decidi cursar história licenciatura, junto estava a vontade de dar aula ali no Dolores, consegui, e o melhor de tudo é que esse pouco mais de 1 mês foi tão bom quanto os 10 anos que cresci lá.

Obrigado a todos do Dolores.

Postado por: André Bugallo

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Aclamada série de TV: Roma

Venho aqui para dar uma agitada no blog, a ideia da postagem de hoje confesso que não é sobre a area que mais tenho intimidade, entre nós cinco do luxiuoso, o Pedro Maraschin seria o mais indicado para isso, mas serei atrevido e farei uma indicação de série de TV relacionada a história. Há um número incontável de filmes, peças, séries ou qualquer outro instrumento do entretenimento que pode ser relacionado a história e consequentemente ao ensino, tanto no médio ou fundamental.
Começarei essa blogada com a série Rome (ROMA), produzida pela BBC e aqui transmitida pelo canal fechado HBO. A produção foi feita na Itália em parceria entre norte-americanos e ingleses. Não é uma série nova, ela estreou em 2005, teve duas temporadas e se consagrou como a série de TV mais cara da história, na primeira temporada foram gastos 100 milhões de dólares na criação da série e para colocar ela no ar. Um dado que achei interessante e devo falar aqui, é que assistindo os "extras" da primeira temporada, a produção fez questão de gravar na Itália e usar o máximo de Italianos possível, desde figurantes até técnicos, alegando que assim a série se tornaria menos artificial e que seria realizada com o "jeito" particular romano e com muito mais amor, achei bem interessante o ponto de vista da produção, se não tivessem tantos italianos não sei se faria diferença, não sei se esse foi o segredo, só se sabe que deu certo, foi um sucesso avassalador e eu particularmente gostei demais do resultado.
A primeira temporada retrata centralmente Julio César, seu modo de fazer política e as relações de poder daquele período, achei bem ilustrativo a maneira como o senado foi retratado, e nos dá de uma forma geral e bem fiel sobre o contexto romano do período, a série tem sua ramificação "noveleira" ao tratar os soldados Voreno e Pullo é verdade, e no espírito mais profundo de uma novela, há a traição conjugal e pai criando filho que não é dele sem saber, mas parece realmente que essa romantização não desfoca o contexto histórico da crise da republica. A vida social é bem trabalhada também na série, principalmente nos eventos que envolvem a família de Julio César, sua sobrinha e sobrinho-neto Otávio (futuro imperador Agusutus, nessa temporada com uma função bem coadjuvante) fazem na primeira temporada esse papel de expor ao tele-expectador essa vida social e privada desse povo da antiguidade. Lembro que é uma série que abusa de cenas que exaltam a sexualidade e o fervor dos romanos pela "sacanagem", mas é muito util para conseguirmos ver através de outros olhos a Roma Antiga, acho que essa série é um prato cheio para que além de nos distrair na frente de um televisor, possamos enxergar algo com algum contexto ou fundamento histórico,
A segunda temporada sem César é centralizada em Marco Antonio, Cleopatra e Otávio, o enfoque social e político é o mesmo da primeira temporada, apesar de um teor mais "noveleiro". O senado e as disputas de poder continuam, e o que mais me chamou atenção é a forma como foram retratadas os personagens centrais, Otávio é retratado de maneira fria e calculista, o estilo debochado e orientalizado de Marco Antonio se torna extremamente engraçado e Cleopatra é mostrada de maneira apelativa e até insana, diferentemente de como sempre havia sido retratada antes.
Acredito que é um material muito válido para uso didático, pois abre espaço para inserir a abordagem da vida privada, arquitetura, conflitos sociais, guerras, costumes, cultura roamana e além de trabalhar bem os aspectos de sempre, políticos e sociais romanos. Enriquece de maneira que pode ilustrar e tornar vivo o que cansativamente, nós professores de história falamos em frente na sala de aula e o que estão nos livros didáticos, torna lúdico, menos cansativo ao aluno, e contrasta dando uma terceira abordagem ao tema, tendo em vista que passamos a nossa maneira de ver o assunto, cada aluno recebe e processa as informações a sua maneira e o filme vem como uma terceira linha de interpretação, conseguimos sim abrir uma grande discussão e ampliar a curiosidade da gurizada estimulando o interesse pelo tema.
Hoje é encontrado o "box" a venda ou para locação facilmente, vale a pena para quem gosta do assunto, para quem simplesmente curte passar um tempo na frente da TV assistindo um programa de qualidade ou para professores usarem em sala de aula.

Abaixo o trailer da primeira temporada (versão em inglês)


Um bom dia a todos.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Luxiuosos no Samba


Aproveitando a linha das blogadas do Professor Attico e do futuro Professor André Bugallo, venho aqui hoje falar de dois assuntos no qual tenho uma dedicação especial que é o samba e a formação da identidade cultural do brasileiro.
No dia 30/04/09 vesperas da comemoração do dia do trabalhador, após uma noite de discussões em torno da historia no Centro Universitário Metodista, resolvemos eu, o André, o Rafael e as nossas respectivas esposas mais a amiga Camila prestigiar o nosso colega e meu enteado Guilherme em uma roda de samba organizada pelo pessoal da música do Centro Universitário Metodista. Muito a vontade chegamos ao ambiente destinado ao evento onde tomavamos algumas cervejas e refrigerantes, onde muitos músicos com reconhecimento se revezavam nos microfones e instrumentos musicais, nos luxiuosos aguardavamos anciosamente a participação do Gui. Em meio a espera observava o colorido das pessoas que dançavam, brincavam e se divertiam ao som genuinamente brasileiro, impossivel não contemplar uma cena dessas com olhos de antropologo, pensando nessa diversidade etnica e cultural que é o brasileiro. Fico cada vez mais apaixonado pelo sujeito brasileiro quando me deparo em ambientes como este da musica e do futebol onde esquecemos por algumas horas o papo furado de origem etnica e cultural e nos tornamos brasileiros e orgulhosos. Enfim o nosso Guilherme tocou, representou muito bem a história, os luxiuosos e dignificou a minha pesquisa, pois boa parte dela tem inspiração nele, pasmem ele é loiro de olhos verdes, com origem teutô, e se enxerga como brasileiro, ou seja fruto desta msalada etnica e cultural.

Obrigado Gui

Ben Hur